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sábado, 6 de julho de 2013

Os 10 Melhores de 2012

De repente deu uma vontade de escrever sobre quadrinhos.

Adoro fazer listas. Sempre tento fazer aqui as melhores leituras de quadrinhos que eu fiz no ano, mas achei que já tinha perdido o timing, uma vez que já estamos no mês de junho.

Mas encontrei dois ótimos motivos para fazer uma lista de 10 HQs do ano de 2012. A primeira é: San Diego Comic-Con está chegando e junto com ela o maior prêmio dos quadrinhos, Eisner Awards, então porque eu não posso também entregar os meus prêmios àqueles que escreveram as 10 melhores HQs no ano?

O segundo motivo é que o blog é meu e estou voltando a escrever neste espaço, então vou escrever aquilo que eu me sinto mais a vontade, os melhores quadrinhos que eu tenho lido. Aqui vai:

Thunderbolts #121 - Última edição do
run de Warren Ellis. (capa de Marko
Djurdjevic)
#10 - Thunderbolts (Warren Ellis / Mike Deodato Jr.) 

Warren Ellis e Mike Deodato Jr. te faz esquecer de todos (e há muitos hoje em dia) as HQs de grupos de vilões que você já leu e te apresenta um grupo de personagens desajustados do Universo Marvel e o melhor de tudo é o seu líder Norman Osborn. O grande destaque dessa série é como Ellis cuida da personalidade de cada um dos personagens e como é bom vê-los na frente das Câmeras e depois nos bastidores.

#9 - New Avengers (Brian Michael Bendis / David Finch / Steve McNiven)

Em 2012 apenas comecei a ler o grande run de Bendis nos Vingadores e como é bom. Bendis junta os maiores heróis do Universo Marvel, e dessa vez são realmente os maiores e coloca à frente deles grandes ameaças, além de rechear a série com muito humor e ótimo diálogos. Li apenas as 10 primeiras edições com as belas artes de David Finch e Steve McNiven.

#8 - Superman Annual #1 (Scott Lobdell / Fabian Niceza / Pascal Alixe / Marco Rudy / Tom Raney / Elizabeth Torque / Mico Suayan)

Ok! Esta é a maior surpresa da lista. Não me entenda mal, o primeiro anual do Superman trouxe, também, mudanças para a revista que estava se arrastando e perdendo cada vez mais leitores. Superman vai para o espaço descobrir quais são os planos de Helspont . Enquanto os agentes do vilão vão atrás dos alienígenas da Terra, tentando colocá-los do lado do vilão. Essa história me trouxe esperança.

#7 - Nightwing Annual #0 (Kyle Higgins / Tom DeFalco / Eddy Barrows)

Anteriormente ao número zero da revista, Higgins já vinha fazendo um bom trabalho com o Asa Noturna. Agora era a vez de contar a origem do primeiro Robin e eu não posso ver ele se saindo melhor do que parkour, circo e Batman! Eddy Barrows fez a arte, excelente!

Batman Incorporated #1  - Primeira
edição do volume 1 de Corporação
Batman (capa de J. H. Williams III)
#6 - Corporação Batman - Volume 1 (Grant Morrison / Yanick Paquette / Chris Burnham)

Grant Morrison amplia cada vez mais o universo de Batman, além de trazer várias referências das eras do morcego que antecedem o seu run. Dessa vez Bruce Wayne vai atrás de novos "Batmans" em diferentes continentes do globo. A arte é de Yanick Paquette e Chris Burnham, o segundo tem sua arte inspirada em Frank Quitely, que é um dos maiores parceiros de Morrison.

#5 - 100 Bullets: Split Second Chance (Brian Azzarello / Eduardo Risso)

Brian Azzarello e Eduardo Risso dispensam apresentação, no que é uma das mais aclamadas séries de crime dos quadrinhos. Split Second Chance é o segundo volume da série onde o Agente Graves dá a oportunidade de vingança e poder continuar a vida sem riscos. A série é cheia de reviravoltas e nada de óbvio acontece.

 #4 - Hawkeye (Matt Fraction / David Aja)

Foram apenas seis edições de Hawkeye pelo Comixology que me convencerem a parar de comprar digitalmente e ter aquilo na minha prateleira. Não sei e o mérito maior é de Matt Fraction de nos envolver com a sua história sobre a rotina de Clint Barton ou de David Aja de desenhar uma narrativa de forma inovadora. Destaque para tudo que essa série nos apresenta.

#3 - Y: The Last Man - Ring of Truth (Brian K. Vaughan / Pia Guerra)

Isso é apenas a história de um homem (o último do planeta Terra), seu macaco, uma Agente secreta e uma médica especializada em genética vagando pelo mundo em busca de uma explicação do porquê (quase) todos os homens da Terra morreram de repente. No quinto volume da série algumas respostas são dadas, mostrando que o suspense não é o mais interessante da série.

#2 - The Amazing Spider-Man #692 (Dan Slott / Dean Haspiel / Joshua Hale Fialkov / Humberto Ramos / Nuno Plati)
Captain America #25 - A edição que
o herói morre (capa variante por John
Cassaday)

Todos querem contar uma história no aniversário de 50 anos do amigão da vizinhança. Dan Slott começa de forma excelente o seu arco Alpha, que não termina tão bem como começou. Dan Haspiel nos enche de risos mostrando que para um quadrinho ser bom precisamos apenas nos divertir. Por fim, Joshua Hale Fialkov fecha a edição com uma belíssima história onde seguimos Peter Parker em um dia "normal".

#1 - Capitão América: A Morte do Sonho (Ed Brubaker / Steve Epting / Mike Perkins)

Normalmente há muitas reclamações a cerca da morte de um personagem, porém o que Ed Brubaker fez com o Capitão América foi impressionante. O personagem já não tinha histórias boas há muito tempo. este sempre funcionou melhor dentro dos Vingadores. Com a Guerra Civil, Ed Brubaker aproveita para criar um mundo em volta do personagem e trazer as melhor histórias já escritas sobre o Capitão América.

domingo, 25 de março de 2012

Review - The Amazing Spider-Man #682

Roteiro: Dan Slott
Arte: Stefano Caselli

As edições que introduzem grandes eventos nos quadrinhos costumam a ser boas edições, já que elas possuem a missão de empolgar o leitor a mergulhar naquela saga que revista contará nas próximas edições. Porém, eu não me lembro de uma introdução que me empolgou tanto quanto a de Ends of The Earth.

Dan Slott prometeu que iria contar uma história tendo o Doutor Octopus como vilão que todos esperam há 50 anos. E após ler a edição #682 que inicia essa história, eu acredito em Dan Slott.

Nas edições que precederam esta, Homem-Aranha e Tocha Humana salvaram uma tripulação da ameaça de pequenos robôs controladores de mentes comandados por Doc Ock, isto foi só uma introdução. O vilão reaparece na edição #682 contando ao mundo que morrerá, mas deixará um legado salvando-os do aquecimento global, o mundo enxerga uma grande oportunidade de se livra de um mal futuro e agradece antecipadamente ao vilão, enquanto o herói aracnídeo veste um novo uniforme, certo de que o vilão está tramando algo e pede para que os Vingadores se juntem a ele.

Dan Slott não descarta outras edições, mostrando aparatos criados por Peter sendo usados por médicos e cidadãos comuns, o que deixa o leitor feliz por ter lido a edição em que o Homem-Aranha derrotou o Homem-Hídrico com uma bugiganga que o congelou instantaneamente (#666), isto mostra também o ótimo planejamento do roteirista sem deixar pontas soltas, como demonstrado no plano dos vilões que aproveitaram o momento em que os X-Men, os Defensores e o Quarteto Fantástico não estavam na terra para que pudessem atacá-la, dando uma explicação do porquê esta ameaça global não seria interrompida por outros heróis. Porém, ainda precisamos ver como esta mega saga será tratada quando Avengers Vs. X-Men aparecer nas bancas.

O Brasil não foi poupado pelo Doutor Octopus
Outro ponto forte do autor é tornar algo épico, como demonstrado quando Doutor Octopus dá uma pequena amostra de como seria o aquecimento global, fazendo Peter vestir aquela belíssima armadura e colocar os Vingadores para discutir sobre se o vilão é uma ameaça ou uma solução.

A escolha do artista não poderia ter sido melhor, o italiano Stefano Caselli tem sido o melhor desenhista da revista há pelo menos 15 edições e pode-se dizer que ele é um dos melhores na casa das idéias atualmente.

Nota - 9,0

Roteiros 2012

Pela segunda vez Dan Slott tem um de seus roteiros reconhecidos como um dos três melhores da semana e boto fé de que até junho ele aparecerá aqui mais vezes com a saga Ends of the Earth, que tem tudo para ser um dos grandes eventos dos quadrinhos no ano.

domingo, 4 de março de 2012

Review - The Amazing Spider-Man #680

Roteiro: Dan Slott & Chris Yost
Arte: Giuseppe Camuncoli


A edição 680 de The Amazing Spider-Man em sua capa e seu início chama o leitor para ir ao espaço juntamente com o herói aracnídeo, mas conforme a história vai adiante percebe-se que esta apresenta muito mais do que apenas mais uma pequena aventura espacial, o que já não é muito típico deste personagem urbano.

Na introdução do gibi há um lembrete um tanto quanto perdido na memória dos leitores, devido a saga Spider-Island que aconteceu após isso. Anteriormente à saga que infestou Nova York com cidadãos aracnídeos, Coronel John foi enviado ao espaço pelo laboratório Horizon, onde Peter Parker trabalha. Pela primeira vez John entraria em contato com o seu pai, e prefeito de Nova York, John Jonah Jameson Jr., porém a conexão é misteriosamente interrompida.

A aventura começa a partir daí, e não se trata de uma aventura solo, Tocha Humana se junta ao Homem-Aranha e torna a história muito mais divertida, jogando toda a tensão do mistério ocorrido ao filho do ex-chefe de Peter para o pano de fundo. Dan Slott e Christopher Yost trabalham de um jeito sublime a relação de amizade e rivalidade entre os dois heróis. Partes como logo em seguida a uma provocação feita pelo Tocha, o Aranha pensa como ele sentiu falta de ouvir Johnny Storm gritar "Flame On" - sentiu falta já que Tocha Humana acabou de voltar da morte - tornam este um dos maiores encontros entre os dois super-heróis mais bem humorados da casa da idéias (ok, tem o Deadpool também).

Ends of The Earth vem aí!
Dan Slott e Christopher Yost fazem um excelente trabalho ao fazer a primeira parte de uma história intermediária entre fases da revista, já que na edição 682 se inciará a saga que celebrará os 50 anos do Homem-Aranha: Ends of The Earth. Ao mesmo tempo, a história envolvendo a dupla de heróis tem tudo para ser uma introdução à saga, já que há um envolvimento do Sexteto Sinistro no ataque à tripulação da estação espacial.

Sobre a arte de Giuseppe Camuncoli o seu grande forte é a disposição dos panéis, assim como a própria arte  em grandes panéis que não trabalham pequenos detalhes, já que este é o fraco do artista. Quando Giuseppe desenha rostos e ações em pequenos painéis, ele falha nas expressões e apresenta rostos um tanto quanto desfigurados.

Nota - 8,0

Roteiros 2012

A grande parceria entre os dois roteiristas, além de render em uma história divertidíssima, também fez com que os roteiristas aparecessem pela primeira vez na pequena competição entre autores aqui no blog.

Dan Slott vem escrevendo revista do aracnídeo desde 2007, os roteiros feitos por ele não são ousados, mas ele mantém boas histórias. Mas esperamos mais ousadia por parte dele neste ano.

Chris Yost é bastante conhecido pelo excelente trabalho que ele fez nos roteiros do desenho dos Vingadores. Porém sua maior chance de continuar aparecendo aqui é pela revista Scarlet Spider, que estreou em janeiro deste ano, trazendo Kane como o Aranha-Escarlate.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Roteiros 2012 #3

Nesta terceira semana do ano mais dois roteiristas se destacam no mundo dos quadrinhos:

Thunderbolts #169 por Jeff Parker

O grande estouro da revista dos Thunderbolts ocorreu quando Warren Ellis assumiu a revista na edição 110, até hoje é o grande trabalho de referência ao se falar de Ellis na Marvel. Desde a saída do escritor do título os leitores não se empolgam tanto com este.

Jeff Parker vem escrevendo a revista desde a edição 138 utilizando pouquíssimos personagens interessantes, o quê não torna o trabalho muito fácil. Mas desde o fim de O Cerco trazendo uma reformulação na equipe, Parker vem sim escrevendo roteiros interessantes segundo a crítica.
"Com Thunderbolts #169 Jeff Parker constrói uma história elaborada, que entretêm, e abrange eras e épocas, entrelaçando com lendas distantes." - Comic Book Resources
As equipes formadas por supervilões não é exclusividade da Marvel. A DC teve como um de seus grandes sucessos o ano passado, anteriormente ao reboot, o desfecho da revista Secret Six, escrita por Gail Simone. 

Além de Thunderbolts, Jeff Parker escreve também Hulk, que traz as histórias do General Ross como o Hulk Vermelho.

Daredevil #8 por Mark Waid

O Demolidor foi criado por Stan Lee para ser mais um herói de tantos outros no Universo Marvel, porém quando um talentoso desenhista chamado Frank Miller assumiu os roteiros de Daredevil os fãs de quadrinhos voltaram seus olhos para aquele herói urbano que não podia enxergar.

Poucos roteiristas conseguiram o mesmo sucesso que Frank Miller conseguirá a frente do herói. Somente nos anos 2000 o herói entrou em cena novamente com roteiros excelentes nas mão de Brian Michael Bendis e em seguida com Ed Brubaker e Kevin Smith. Entretanto o herói sofreu uma queda novamente quando Andy Diggle decidiu fazer ele ser possuído pelo demônio.

Mark Waid é o autor de mil e um títulos, ele já passou por diversas revistas e dificilmente não obtém sucesso. Nessa nova fase do Demolidor ele não desgraça a vida do herói como todos os autores citados acima fizeram, ele tenta um caminho mais simples, o quê o torna um grande concorrente a ter o roteiro do ano, coisa que ele praticamente conseguiu no ano passado com apenas 7 edições de Demolidor.

O arco da edição 8 começa em Amazing Spider-Man #677, escrito pelo próprio. A história trata de um reencontro entre a Gata Negra e o Homem-Aranha. Felicia é incriminada de um crime que não cometeu, o Homem-Aranha vai atrás de Matt Murdock, o herói-advogado, para ajuda-lo a resolver o caso. Destaco aqui a diversão sem compromisso apresentada por Mark Waid e a arte de Emma Rios, não a conhecia antes dessa revista, trata-se de um arte similar à de Marcos Martin, atual desenhista do Demolidor e um dos mais queridos da indústria no momento.

Daredevil #8 da continuidade no crossover entre o os dois heróis urbanos e recebe excelente críticas, entre elas está a do IGN, que além de dar nota 9,0 à edição, também pontua:
" Quando tudo está dito e feito, essa duas edições me provaram que Mark Waid precisa escrever um série regular chamada 'Demolidor e Homem-Aranha'".
Mark Waid no momento é o escritor de DaredevilIrredeemable, Incorruptible e Stan Lee's The Traveller (as três últimas pela editora Boom!).


Fazendo um balanço dessa edição vejo Jeff Parker como uma surpresa aqui e não acredito que ele consiga manter uma regularidade até o fim do ano com duas revistas como Thunderbolts e Hulk. Por outro lado, Mark Waid já era esperado por aqui e é um dos favoritos ao título com os roteiros de Demolidor.

Diferentemente do que fiz nas últimas duas semanas, apresentei hoje apenas 2 escritores ao invés de três. Mas a competição não para por aqui essa semana, mais tarde apresentarei o terceiro roteirista com uma review feita a partir de uma leitura minha. Até mais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mente em chamas - Review

"Mente em chamas" se inicia com um convite feito por Harry Osborn para Peter Parker para que ele o acompanhe em uma visita a sua ex-mulher, Liz Allen, e ao seu filho em New Jersey. Porém essa não será uma visita comum já que o irmão adotivo de Liz, Mark Raxton, também conhecido como Magma, está morando com sua irmã.

O foco principal da história é explicar como Harry está vivo, que é contada de um jeito um tanto tosco durante a viagem para New Jersey. Harry o explica que o próprio soro do Duende Verde o salvou e após isso teve que desaparecer para não causar suspeitas.

Outra coisa tosca é "amizade" de Peter com o Homem-Aranha, ninguém é tão ingênuo assim ao ponto de acreditar naquilo, enquanto o Homem-Aranha salva o dia e Peter desaparece a explicação é que Peter é amigo do aranha e fez uma ligação para ele, isto ficou realmente muito fraco, muito infantil, dá pra engolir essa no desenho animado mas não por aqui.

O ponto foret da história é o prólogo, onde o "Assasino do rastreador-aranha" arma uma armadilha para o aracnídeo, e o epílogo, quie mostra que o Agenciador solucionou quem é o assasino, porém pelo jeito ele não poderá contar pra ninguém.

No meu último post eu dei para Dan Slott o "prêmio" de melhor roteirista de 2009, mas ele começa muito mal 2010 e nos apresenta a pior história de Homem Aranha #97. E os desenhos de Mike Mkone são um tanto quanto feios, principalmente os rostos e os movimentos dos personagens.

Homem-Aranha #97 (Panini) - Amazing Spider-Man # 581 e 582 (EUA)
Roteiro: Dan Slott
Arte: Mike McKone

Nota: 27

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Parada não programada - Review

Trata-se de mais uma história em duas partes do Homem-Aranha bem caracacterística do personagem. Apesar de ser mais bobinha do que a outra história da mesma edição, parece trazer pontos mais relevantes para a vida do aracnídeo.

A aventura se passa nos túneis do metrô de Nova York, onde um dos trens é sabotado por levar os juris do julgamento do caso Giácomo, capanga de Carmine Karnelli. Coincidentemente o Homem-Aranha também está lá e corre contra o tempo para salvar as vítimas da sabotagem, enfrentando a desconfiança das pessoas (devido a história do assasino do rastreador aranha) e o vilão Shocker nos túneis, contratado por Karnelli para garantir a morte do júri. 

O grande ponto da história é a apresentação de um dos jurados, trata-se de J. Jonah Jameson o pai, isto é, o pai do antigo dono do Clarim Diário. Acredito que isto trará consequências futuras.

Como disse a história é bobinha e sem muita profundidade, mas é leve e agradável de se ler. Os desenhos de Marcos Martin são bem coloridos destacando elementos e personagens do cenário, o desenhista virá e mexa sempre está desenhando, e bem, o cabeça de teia.

Homem-Aranha #96 (Panini) - Amazing Spider-Man #578 e 579 (EUA)
Roteiro: Mark Waid
Arte: Marcos Martin


Nota: 73

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Velhos colegas de caça - Review

Quando vi na banca a revista do Homem-Aranha #96 (imagem ao lado) logo pensei que teríamos uma incrível história envolvendo o Justiceiro, Homem-Aranha e o novo chefão do crime em Nova York, o Sr. Negativo. Pois pensei errado, como qualquer história envolvendo estes dois heróis foi uma história muito boa, porém pelo jeito não complementa nada na nova fase do aracnídeo, foi só um encontrozinho entre dois velho conhecidos que adoram se esbarrar, bater um no outro e no final salvar o mundo.

A história começa com o Justiceiro caçando criminosos, como lhe é de costume, que estão comercializando um agente químico que vem sido testado em crianças e quando Peter Parker nota que Frank Castle está em Nova York, vai atrás dele investigar o motivo.

Durante a trama o Justiceiro se mostra muito inteligente manipulando o Homem-Aranha fazendo com quê tudo dê certo. O vilão a ser enfretado nessa história é Moses Magnun, que além de mafioso também consegue fazer terremotos com as mãos.

A história é apenas uma participação especial do Justiceiro na revista do Homem-Aranha, coisa que sempre acontece. O último trabalho de Zeb Wells pelo menos na revista do aranha foi contando a origem sobria de Venom, que foi um fracasso. Porém dessa vez ele traz um encontro bem interessante entre dois heróis muito interessante e bem antagônicos como é mostrado sempre quando estes dois se encontram. Uma pena a história não ter muito a ver e não mudar em nada na fase nova do Homem-Aranha.

O artista Paolo Rivera faz um estilo bem simples de arte com imperfeições peculiares que me agrada muito, trabalha muito bem com as expressões dos personagens, principlamente com Peter Parker e Frank Castle. Outra peculiaridade na história é o uso das onomatopéias bem exageradas e sempre presentes.


Homem-Aranha #96 (Panini) - Amazing Spider-Man #577 (EUA)
Roteiro: Zeb Wells
Arte: Paolo Rivera

Nota: 93

sábado, 14 de novembro de 2009

Laços de Família - Review

Após a volta do maior inimigo do Homem-Aranha em suas edições passadas, Norman Osborn, em Homem-Aranha #95, este mês (novembro) nas bancas traz a volta de outro grande inimigo do aracnídeo: o Cabeça de Martelo.

Na verdade o Cabeça de Martelo já havia reaparecido na edição #95 do Homem-Aranha, onde é mostrado um pouco de suas origens, assim como sua "reconstrução" feita pelo Sr. Negativo, que pareceu substituir o esqueleto do Cabeça de Martelo por um novo de metal. Lembrando que antes disso o Martelo havia sido dado como morto durante a Guerra Civil.

Na saga "Laços de Família" mostra que agora o Cabeça de Martelo passa a ser um capanga do Sr. Negativo que parece estar querendo dominar o crime organizado de Nova York, paralelamente mostra Peter Parker em seu mais novo emprego no Jornal "Linha de Frente". A história é contada com bastante violência e sangue nas ruas do Bronx (condado nova iorquino), onde o Cabeça de Martelo enfrenta gangues e tenta passa-los para o lado do Sr. Negativo, formando uma máfia. O Homem-Aranha acaba se envolvendo com as crianças que estão no crime organizado e tem sua primeiro combate com o Cabeça, onde o Aranha leva a pior, mas acaba se safando e salvando duas das criaças da gangue, jã que o resto foi brutalmente assasinado por seu vilão.

Com esse "aviso" as crianças acabam se unindo ao Cabeça de Martelo e armando uma armadilha ao Homem-Aranha, porém como são fãs do aracnídeo acabam o poupando, nisso o Cabeça de Martelo chega e decide ele mesmo dar cabo do Aranha, que com apenas um chute derrota o vilão e salva o dia mais uma vez.

Quando a Cabeça de Martelo apareceu na edição #95 eu pensei que ele apareceria para uma saga de umas três edições porém o Homem-Aranha o derrotou facilmente, acho que ele aparecerá mais vezes mais pra frente, juntamente com o Sr. Negativo, que tem tudo para se tornar um dos maiores vilões atuais do Cabeça de Teia.

Destaque também para a vida pessoa de Peter Parker que parece que arranjou uma nova futura namorada, sua colega de trabalho Norah Winters. Esta mini-saga tenta resgatar um pouco dos tempos áureos do aracnídeo enfrentando personagens mais relacionados com a realidade, como gangues e chefões do crime organizado. O maior destaque que eu faço aqui é em relação aos desenhos de Chris Bachalo que não só desenha, mas faz a história uma verdadeira arte.

É isso aí, então esperaremos mais aventura do Homem-Aranha contra o Sr. Negativo e seu capanga, o Cabeça de Martelo.

Homem-Aranha #95 (Panini) - Amazing Spider-Man #575 e 576 (EUA)
Roteiro: Joe Kelly
Arte: Chris Bachalo

Nota: 41