quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Melhor de Janeiro - Y: The Last Man

Y: The Last Man - Ring of Truth
Roteiro: Brian K. Vaughan
Arte: Pia Guerra

No quinto, e "chegando no meio", encadernado da série Y: O Último Homem, Yorick se entrega ao amor de uma mulher com o mesmo nome de sua namorada, enquanto descobrimos o paradeiro desta, além de finalmente descobrir o que o salvou da praga que tirou todos os homens da terra.

A linha adulta da DC, a Vertigo, talvez passa por um dos momentos de maior escassez criativa da sua história. Pode-se dizer que apenas duas séries da DC vem realmente chamando a atenção dos leitores: Vampiro Americano, Escalpo e Fábulas, sendo que o segundo que já fora considerado um dos maiores títulos da linha já não causa o mesmo efeito nos leitores.

Foi-se o tempo em que 100 Balas, Preacher, Transmetropolitan, Sandman, Hellblazer (em suas boas fases) e muitos outros faziam os leitores irem ao delírio com as melhores histórias já escritas. E dentro desses "muitos outros" está Y: O Último Homem iniciada em 2002 e terminada (nos E.U.A.) em 2008. Durante estes 7 anos Y foi a série carro chefe da Vertigo, todos queria saber o mistério do homem que sobreviveu ao holocausto que matou todos os outros homens da terra.

E neste fascículo um dos maiores mistérios da série é resolvido, o do porquê Yorick sobreviveu à praga que devastou metade da população mundia, talvez muitos achem estranho Vaughan revelar tal mistério na metade do caminho, acredito que isso só faz o leito perceber que os mistérios da série são apenas pequenos detalhes acerca da excelente história e do desenvolvimento do personagem central.

Capa de Y: The Last Man #25:
Referência a Adão e Eva
Na primeira história do encadernado, Yorick conhece uma ex-aeromoça, que sobreviveu à um acidente aéreo logo após a morte dos homens, em uma igreja. Fazendo ali um analogia à Adão e Eva. E mostra como o personagem acaba enfraquecendo e a fidelidade que mantinha nas edições passadas à sua namorada vai se perdendo, mostrando que um homem não consegue se manter longe dos pecados trazidos pelas mulheres. Por fim, é feita uma visita à Austrália e à recém traída Beth.

A segunda história foi a que mais agitou a vida de Yorick desde então. No começo dela a infância do personagem e de sua irmã é contada, explicando futuros problemas psicológicos demonstrados por Hero. As mulheres por baixo da túnica finalmente mostram os rostos e nos ensinam um pouco mais da organização da Agente 355 e das outras agências que rivalizavam com esta. E a partir do momento em que o anel de noivado de Yorick é perdido as explicações do porquê o protagonista da série sobreviveu são dadas. Para no fim a ninja que vem seguindo nossos heróis apareça cumprindo seu objetivo e dando um novo para Yorick, persegui-lá.

Brian K. Vaughan nunca se deu bem escrevendo com personagens criados e mantido pelas grandes editoras, mas quando lhe é dada a chance de criar e fazer com aquilo o quê bem entender ele sempre tem sucesso. Y não é só uma das maiores sagas de sua época, mas sim de todas as épocas. Brian trabalha uma ideia excelente de forma excelente, mas usa essa ideia como pano de fundo para um personagem que vai amadurecendo aos poucos.

A arte de Pia Guerra é linda e se encaixa para a história, todos os inúmeros personagens são reconhecíveis pelo rosto e ela faz bem uso de grandes quadros o quê torna a história mais dinâmica, que é o grande adjetivo para a série, dinâmica.

Nota - 9,0

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