domingo, 1 de janeiro de 2012

Edição Anual: Os 10 Melhores de 2011

O blog ficou um bom tempo sem postagens, mas agora volto com força total após um ano em que li muitos quadrinhos, sendo grande parte destes clássicos.

Aqui apresento uma lista das 10 melhores HQs lidas por mim no ano de 2011, que não necessariamente foram lançadas em 2011.

10. Dinastia M (Brian Michael Bendis)

Talvez uma das mais odiadas e criticadas sagas dos últimos anos. Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate, nos leva para uma realidade governada por Magneto onde todos os heróis tem aquilo que sempre desejaram. Porém, Wolverine ainda recorda da sua antiga realidade.

A saga escrita por Brian Michael Bendis é diversão garantida, mostrando uma realidade diferente e muito legal. Apesar da pressa de não poder trabalhar mais em cima dos personagens, Brian M. Bendis se sai bem com as oito edições que tem para narrar a sua segunda mega-saga da Marvel. Olivier Coipel dá conta da excelente arte. A dupla não para por aqui.

9. Kingdom Come (Mark Waid)

O primeiro grande clássico a aparecer neste TOP 10. Mark Waid viaja até o futuro da DC e mostra que os heróis que caminhavam no Universo DC foram rejeitados e agora o mundo tinha novos heróis, com outros princípios e senso de justiça. Diante da dúvida que persegue o agora fazendeiro, Clark Kent,  se tudo aquilo que ele tinha feito estava errado, ele se veste mais uma vez como Superman e impõem seu jeito de fazer justiça. 

8. Crise de Identidade (Brad Meltzer)

Brad Meltzer rasgou o código de ética dos heróis e contou uma das melhores histórias envolvendo os maiores heróis do Universo DC.

Uma trama muito bem contada e recheada de suspense, deixando o leitor sem fôlego do início ao fim. Pelos menos umas duas cenas de “Crise de Identidade” estão entre as 10 melhores (ou mais fortes) da DC.

7. Ultimate Comics Spider-Man (Brian Michael Bendis)

O único desta lista que realmente foi publicado em 2011. Foi um grande sucesso durante 11 anos (2000 a 2011) tendo como personagem principal o Homem-Aranha original, Peter Parker. Em 2010 Brian Michael Bendis anunciou a saga “A Morte do Homem-Aranha”, que daria um fim ao personagem mais popular do Universo Ultimate.

Porém, com a morte de Peter, nos foi apresentado um novo personagem que causara polêmica, já que este era negro e de origem hispânica.  Mas logo Miles Morales caiu no gosto dos leitores, com suas dúvidas sobre seus poderes ganhos de uma aranha modificada em laboratório, Miles decidiu  não usa-los, para que apenas na quarta edição ao ver Peter Parker morrer e ouvir Gwen Stacy falar a frase “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades”, fez com que o adolescente assumisse o manto do Homem-Aranha.

O novo Homem-Aranha Ultimate tem tudo que um herói precisa ter: poderes legais, problemas de gente de verdade, senso de humor e ótimos personagens coadjuvantes, tais como seu pai, que tem um certo preconceito contra os a comunidade super poderosa; seu carinhoso tio, um ladrão profissional; e seu engraçado amigo, Ganke. Além da caprichada arte de Sarah Pichelli que é excelente.

6. Thor (J. Micahel Straczynski)

Já escrevi duas vezes para dizer quão bom Thor de J. Michael Straczynki é. Mas não me canso de falar dessa obra, que apesar de curta, com certeza é um dos melhores runs que Thor já teve.

E para acompanhar essa história incrível do renascimento do deus do trovão e do ressurgimento de Asgard um dos melhores desenhistas da atualidade que se repete nessa lista, Oliver Coipel.

5. Preacher: Proud Americans & Preacher: Ancient History (Garth Ennis)

A Panini finalmente conseguiu lançar o fim de Preacher no Brasil com: “Preacher: Alámo”, mas eu ainda estou correndo atrás das histórias anteriores.

Trata-se de um clássico, uma das melhores séries em quadrinhos já lançadas na história. É o “masterpiece” de uma das maiores duplas da história dos quadrinhos, Garth Ennis e Steve Dillon.

No terceiro volume da coleção Jesse Custer e Tulip resgatam o vampiro Cassidy, para que em seguida ele nos conte como se tornou um vampiro e como foi parar nos Estado Unidos. No quarto volume a saga de Jesse Custer em busca de Deus é interrompida para que o Santo dos Assassinos tenha a sua história contada.

A maneira como Garth Ennis elabora bons roteiros, com personagens interessantes e ótimos diálogos, e não deixa a peteca cair impressiona. E Não há ninguém melhor do que Steve Dillon para desenhar estes roteiros, tanto que no quarto volume Steve Pugh o substitui, mas não a altura.

4. Namor: As Profundezas (Peter Milligan)

O cientista Randolph Stein, conhecido por desmascarar lendas, viaja às profundezas do Oceano, para provar ao mundo e a uma temerosa tripulação de que a lenda de Atlântida não existe.

Peter Milligan faz dessa história um épico, trata-se de um suspense sutil e muito realista. O artista, Esad Ribic, dá mais realidade ainda à história.

3. Batman: Ano Um (Frank Miller)

Assim como fora feito em Demolidor um ano antes, em 1987 Frank Miller e David Mazzucchelli se uniram novamente para contar um clássico que nem o Reboot da DC Comics pôde desfazer, a origem definitiva do Cavaleiro das Trevas, “Batman: Ano Um”.

A história trata de três figuras: Batman; Bruce Wayne, como visto pelo público; e o Comissário James Gordon. Os dois destaques que posso fazer dessa obra são: a forma como é tratada a inexperiência de Bruce Wayne como Batman e a pareceria que se iniciaria entre o Comissário e o Homem Morcego.

A arte encanta, com os traços e com a colorização. E cenas memoráveis aqui nunca serão esquecidas pelos leitores, assim como a parte em que Gotham é tomada por morcegos.

2. Batman: The Dark Knight Returns (Frank Miller)

Apesar de este ano Frank Miller ter recebido duras críticas acerca de sua obra “Holy Terror” e de suas declarações sobre a manifestação Ocuppy Wall Street, aqui ele consegue a medalha de bronze e de prata por dois relançamentos marcantes da Panini.

“Batman: The Dark Knight Returns” talvez figure entre as cinco maiores obras dos quadrinhos de todos os tempos, e não é a toa. Frank Miller mostra um futuro apocalíptico para Gotham, onde um Bruce Wayne já com bastante idade não consegue aguentar e veste o manto do Batman mais uma vez.

A obra que tem um pouco mais de 200 páginas, não só traz o Batman de volta, como faz com que este batalhe com Superman, que continua jovem; escale um novo Robin para a sua guerra; traz uma das cenas mais épicas da história do personagem com o Coringa no hospício recebendo a notícia de que Batman está de volta; entre muitas outras coisas. Todo o fã de quadrinho deve ler. Ponto.

1. Animal Man: Deus Ex Machina (Grant Morrison)

Este ano foi abençoado com clássicos dos quadrinhos dos anos 80, como é visto nessa lista. E quando finalmente chego na primeira posição apresento mais um dessa iluminada década.

Homem-Animal de Grant Morrison não é só um quadrinho bom, mas sim uma experiência literária grandiosa. Grant Morrison viaja com o leitor em várias épocas diferentes, com conceitos e expressões diferentes tanto fora, como dentro do universo dos quadrinhos. E na última parte da série, “Animal Man: Deus Ex Machina”, Morrison quebra a quarta parede e se encontra com sua criação.

Não indico esta obra para aqueles que estão começando a ler quadrinhos agora, é necessário uma certa bagagem para acompanhar e gostar da série escrita pelo escocês, que se tornou um Roteirista classe A desde que escreveu o Homem-Animal.



É isso ai. Concordam? Discordam?

Tenham um ótimo 2012 e nos veremos mais vezes por aqui neste ano!

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