sábado, 7 de maio de 2011

Thor de J. Michael Straczynski * * * *

Após o Ragnarok, onde todos os Asgardianos, inclusive Thor, são dados como mortos, Mjonir, o martelo de Thor, é achado no oeste americano, onde qualquer é livre para tentar erguê-lo, até que finalmente o Dr. Donald Blake aparece para fazer aquilo que ninguém mais poderia fazer, reeguendo o Mjolnir ele se reune a Thor no vácuo.

A partir daí começa um dos melhores trabalhos já feitos na revista do Thor, reintroduzindo-o de maneira incrível no Universo Marvel quando ninguém mais sabia o que fazer com o personagem. Fazendo isto em etapas, trazendo Asgard de volta, mas dessa vez levando-a a uma quente cidade no estado de Oklahoma, após isso os três guerreiros, que trazem muito humor para a revista, e finalmente, Balder e Loki. Odin não retorna, Thor se reecontra com seu pai que o conta como Loki se tornou seu meio irmão, enquanto nos é contado a versão de Loki. Straczynski age com maestria ao reformular origens e trazer à revista coisas novas escondidas no passado, como, por exemplo, Balder ser também um herdeiro do trono.

Como foi dito o humor também está presente na revista com os três guerreiros, Bill, que trabalha em um restaurante na cidade que hospeda Asgard, que se apaixona por uma deusa de Asgard, e até mesmo com Donald Blake, que tem muito bem a sua humanidade trabalhada pelo roteirista. Que é o quê muitos fracassaram anteriormente, uma vez que só se empenhavam em contar sobre o deus do trovão e não sobre a sua contraparte, que em busca de Sif reecontra Jane, que apesar de ter tocado sua vida na ausência de Blake, joga tudo pro alto ao ouvir que Thor havia retornado.

Um dos maiores destaques deste trabalho fica por conta de Loki, que é muito bem caracterizado através de como ele manipula a todos para conseguir o que quer, até mesmo sem fazer uso de seus poderes. O que nos leva também à aliança com Dr. Destino visando o transporte de Asgard para as terras frias da Latvéria. O autor prepara todo o terreno para uma saga que está por vi, infelizmente devido a problemas que Straczysnki teve com o editor chefe da época: Joe Quesada, ele não prosseguiu com o seu trabalho na revista, que mesmo assim pode-se dizer que é um dos melhores roteiros feito na Marvel nos últimos anos.

Há de se dizer também sobre a equipe artística da revista que não fica para trás. Excelente a arte feita por Oliver Coipel, seu traço traz um poco de como se este fosse um desenho animado, trabalhando bem tanto com as feições dos personagens, como com montagens e cenários. Coipel se reveza com Marko Djurdjevic que apesar de não me agradar tanto como o primeiro tem uma arte de primeira que combina muito com o roteiro.

Não há a aparição de muitos vilões, nem mesmo muitas lutas ou muita ação. O que é proposto aqui é um deus se tornando o Rei de seu reino, onde neste há problemas a serem lidados tanto internamente, com o seu povo, como externamente, como problemas diplomáicos levantados pelo Homem de Ferro. Leitura obrigatória para quem está acompanhado o arco Cerco.

Este review é baseado nas edições de "Thor" #1 a 12, 600 a 603 e "Thor Giant Size Finale"

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